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Michael Pollan participa de evento em Paraty

qua, 23/07/2014 - 09:58 | Juliana Dias

O jornalista, escritor e ativista alimentar Michael Pollan virá pela primeira vez ao Brasil participar da Festa Literária de Paraty, que será realizada entre 30 de julho e 3 de agosto. A cidade participa do prêmio Maravilhas RJ na categoria Cachaça, representada por sete alambiques tradicionais da regição. Pollan, autor de livros como Em Defesa da Comida e Dilema do Onívoro, ambos publicados pela editora Intrínseca, participa no dia 01 de agosto, na Mesa Literária. O autor é um crítico feroz do sistema alimentar moderno, baseada em produtos industrializados e processados. A partir de uma permanente reflexão sobre a sociedade norte-americana, da qual faz parte, Polla nos instiga a pensar a relação com a produção, distribuição, consumo e divulgação de alimentos em outras culturas e sociedades. Uma de suas recomendações sobre a escolha dos alimentos é "não coma nada que sua avó não reconheceria como comida". 

Em seu último livro Cooked – a natural history of transformation (Cozinhar, uma história de transformação), recém-lançado pela Intrínseca, Pollan aponta que o cozinheiro ocupa um lugar especial no mundo, situado entre a natureza e a cultura. Sgundo o autor o alimento industrializado interrompe uma ligação essencial com o mundo natural, e enfraquece as relações com a família eos amigos. O jornalista argumenta que o alimento cozido, traz de volta o controle de cozinhar. E esse retorno às panelas pode ser um passo importante para ajudar a tornar o sistema alimentar americano mais saudável e sustentável. Reivindicando o cozinhar como um ato de prazer e auto-suficiência, Pollan defende que aprender a executar a magia dessas transformações cotidianas, abre a porta para uma vida mais nutritiva.

De acordo com o jornalista, este livro completa sua jornada em busca de conhecer a cadeia alimentar no Estados Unidos. Em seu site ele escreve que aprendeu muitas coisas no processo de tentar dominar as artes da transformação, mas sua surpresa foi chegar a conclusão que o cozimento pode ser o elo mais importante. “Por quê? Porque quem está cozinhando? Homens ou corporações? Isso faz toda a diferença para a nossa saúde e para a saúde da nossa agricultura”.

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